domingo, 28 de julho de 2013

De novo, de repente
Devagar, vagando
E demasiadamente sangrando
A ferida se fecha...
Uma flecha no peito!

Ciclo que se repete
Nesta nossa vida incerta
E quase sempre aperta
O coração de tanta angústia
Mas são apenas rimas soltas
Nos lábios de quem beija
Palavras ao peito presas.

sábado, 27 de julho de 2013

Ser Poesia

Ser poesia é, 
Apesar da dor, 
Ser feliz
Apesar do amor, 
Uma vida. 
Ser poesia é reconstituir-se em versos, 
Por lágrimas, por glórias
Por paixões eternas
Em rimas, talvez
Em sonetos, quem sabe
Sem estrofes,
Por versos livres, brancos
Ou negros
Ingrata e revoltada (quaisquer poesias)
Para ser poesia
Na musicalidade de nenhuma canção
Nas palavras desencontradas...
Ser poesia é neologismo todo dia
É abrir a janela e fechá-la
É paradoxo, é erro gramatical
É erro conjugal
Por poesias...
Ser poesia é não ser poeta,
Nem profeta,
Nem político
É o beijo da namorada que vai embora
Para o outro lado da poesia.
Meto metades em métodos todos os inteiros interessantes. Na medida imediata de metades estressantes.
Na rotina, a retina
Retire seus olhos
De minha alma que perambula
Pelo corpo.

Nos cuidados dados
A este mundo profundo
Vive-se uma rasidade
Razoável e rara
Como a paranoia das versões humanas. 

Neste tempo, pausa
E pousa neste repouso
Que ouso esperar
Perambulando em ideias
Que fogem nestas palavras. 
Restos certos de rostos
Com gosto de amargura
Segura e aperta a minha mão
Com o coração e sem loucura, 
Pois, depois ainda te quero
Mesmo no desespero que espero
Mesmo com este teu "fere e cura".

Poema de Julho

Este nosso sufoco
Que o foco é pouco
Que o coração é oco
Que o mundo é louco
Que o amor é rouco...
 
Este nosso resgate
Que mais parece desgaste
Que quer em qualquer parte
Parecer com arte
É apenas outro mundo de Marte...
 
E se este nosso fulgor
Amor não for
Também não haverá dor
Que é um sol se pôr
Por um colorir sem cor...
 
Mas estes nossos laços
Mesmo em janeiro ou março
Pressupõem muitos abraços
Muitos traços
Desses nossos passos.
 

Novo Poema

Meu coração quando sangra
Angra dos Reis, 
Seis horas da manhã
Maçã de vez
E meu corpo torpe
E minha alma vã
Meu coração ferido
Ido, sem talvez
Fez em mim proibido
Minha pura lucidez
Dez anos se passaram
Apagaram minhas leis
Sei que ainda sonho
Proponho sensatez
Mesmo que ainda ponho
Meu coração na mão de vocês.